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Sua empresa está pronta para as mudanças tributárias?

Inserido em: 21/01/2026
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O ambiente tributário brasileiro nunca foi simples, mas nos últimos anos ele deixou de ser apenas complexo para se tornar dinâmico, mutável e altamente fiscalizado. Empresas que antes conseguiam operar com estruturas estáveis hoje se veem diante de um cenário em transformação acelerada, em que decisões tomadas no passado podem gerar riscos relevantes no futuro próximo. A pergunta que se impõe não é mais se haverá mudanças, mas se a sua empresa está preparada para lidar com elas.

 

O novo cenário tributário brasileiro: por que 2025 é um marco

O ano de 2025 consolida um ponto de inflexão no sistema tributário nacional. A Emenda Constitucional nº 132/2023 inaugurou uma das maiores reformas da história recente, e sua regulamentação vem avançando de forma consistente. As empresas passam a conviver com um ambiente de transição que exige leitura estratégica, planejamento e capacidade de adaptação.

Não se trata apenas de novas regras, mas de uma mudança estrutural na lógica de tributação sobre o consumo, com impactos diretos na formação de preços, na gestão de créditos, na relação com fornecedores e na previsibilidade do fluxo de caixa. Quem não acompanha esse movimento corre o risco de reagir tarde demais.

 

Reforma tributária na prática: o que muda para as empresas

A reforma tributária substitui gradualmente tributos conhecidos, como ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS, por dois novos pilares: a CBS, no âmbito federal, e o IBS, de competência compartilhada entre estados e municípios. Essa transição ocorrerá de forma escalonada, com convivência entre os dois sistemas por alguns anos.

Na prática, isso significa que as empresas precisarão operar em um regime híbrido, lidando simultaneamente com regras antigas e novas. Esse período tende a aumentar o risco de inconsistências, erros de apuração e conflitos interpretativos, especialmente para grupos empresariais mais complexos ou que atuam em múltiplas unidades da federação.

 

CBS e IBS: como a nova lógica de tributos impacta o caixa

Um dos maiores impactos da reforma está na mudança da lógica de incidência e creditamento. O modelo da CBS e do IBS busca ampliar a não cumulatividade, mas impõe critérios mais rigorosos de controle e rastreabilidade dos créditos tributários.

Isso afeta diretamente o caixa das empresas. Créditos que hoje são aproveitados de forma relativamente simples passam a exigir comprovação mais robusta, integração de sistemas e alinhamento contratual com fornecedores e clientes. A gestão tributária deixa de ser apenas uma obrigação fiscal e passa a influenciar decisões estratégicas de compra, venda e estruturação operacional.

 

Créditos tributários, insumos e compliance: novos riscos e oportunidades

O conceito de insumo, que já foi fonte de intensos debates no PIS e na COFINS, ganha nova relevância no contexto da CBS. A tendência é de maior rigor na análise da essencialidade e da vinculação das despesas à atividade econômica da empresa.

Isso cria um cenário duplo. De um lado, surgem oportunidades legítimas de otimização tributária para empresas bem estruturadas. De outro, aumentam os riscos para quem não possui controles adequados, documentação consistente e alinhamento entre as áreas fiscal, contábil e jurídica. O compliance tributário deixa de ser acessório e se torna um elemento central da estratégia empresarial.

 

Obrigações acessórias e fiscalização digital: o cerco se fecha

Paralelamente à reforma, a fiscalização avança em ritmo acelerado. O cruzamento de dados por meio do SPED, da EFD-Contribuições e de sistemas cada vez mais integrados reduz drasticamente a margem para erros não detectados.

A Receita Federal e os fiscos estaduais caminham para um modelo de fiscalização preventiva e automatizada, em que inconsistências são identificadas rapidamente. Nesse contexto, a ausência de governança tributária expõe a empresa a autuações, multas e discussões administrativas ou judiciais que poderiam ser evitadas com planejamento prévio.

 

Planejamento tributário estratégico: o que deve ser revisto agora

Diante desse cenário, o planejamento tributário precisa ser revisitado. Não se trata apenas de escolher regimes ou revisar alíquotas, mas de analisar contratos, cadeias de fornecimento, políticas de crédito, estrutura societária e até modelos de negócio.

Empresas que antecipam esse movimento conseguem se adaptar com menor custo, maior previsibilidade e menos rupturas operacionais. Já aquelas que postergam decisões tendem a enfrentar ajustes mais abruptos, muitas vezes em um ambiente já pressionado por fiscalizações e mudanças regulatórias.

 

O papel do jurídico e do compliance na adaptação das empresas

O jurídico empresarial assume um papel ainda mais estratégico nesse processo. Não apenas como área de reação a autuações, mas como agente de prevenção, estruturação e tomada de decisão. O alinhamento entre jurídico, fiscal, contábil e financeiro passa a ser indispensável.

O compliance tributário, por sua vez, deixa de ser um discurso abstrato e se materializa em processos, políticas internas, revisões periódicas e monitoramento constante das mudanças legislativas e jurisprudenciais.

 

Quem se antecipa sai na frente: preparação como vantagem competitiva

Em um ambiente de incerteza regulatória, a previsibilidade se torna um ativo valioso. Empresas que se preparam para as mudanças tributárias não apenas reduzem riscos, mas ganham vantagem competitiva ao operar com maior segurança jurídica, eficiência fiscal e capacidade de adaptação.

Mais do que sobreviver à reforma, trata-se de atravessar esse período com inteligência estratégica, transformando um cenário desafiador em oportunidade de fortalecimento do negócio.

 

Conclusão

Se as mudanças no sistema tributário já levantaram dúvidas ou preocupações na sua empresa, este é o momento certo para agir. O CMT Carvalho, Machado e Timm Advogados atua de forma estratégica na assessoria tributária e empresarial, ajudando empresas a se prepararem para a transição, revisarem estruturas e adotarem soluções seguras e eficientes.

Entre em contato com nossa equipe e descubra como transformar as mudanças tributárias em decisões mais seguras para o futuro do seu negócio.

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